Atualizado em 29 de setembro de 2026.
🟢 ATUALIZAÇÃO — 29/09/2026
A greve nacional dos Correios chegou ao fim após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em 24 de setembro, o tribunal considerou a paralisação não abusiva, fixou reajuste de 4,09% sobre os salários na data-base e determinou o retorno imediato ao trabalho a partir desta sexta-feira, 25 de setembro.
Os dias de paralisação não serão simplesmente descontados: o TST autorizou a compensação por meio de mutirões aos fins de semana. Isso é importante também para quem aguarda encomendas, porque a retomada do trabalho não significa que eventuais filas acumuladas durante a greve desapareçam imediatamente.
Desde 25 de setembro, o cenário deixou de ser de “greve em andamento” e passou a ser de normalização das operações. PAC, Sedex, atendimento e distribuição seguem funcionando, mas algumas encomendas ainda podem apresentar atrasos residuais enquanto as unidades processam o volume acumulado durante a paralisação.
Se você está esperando uma encomenda, o mais importante é entender o que muda na prática — e é isso que este guia responde.
⚡ Resposta rápida
A greve nacional dos Correios terminou. O TST determinou o retorno ao trabalho a partir de 25 de setembro de 2026, fixou reajuste salarial de 4,09% e autorizou a compensação dos dias parados. Mesmo assim, algumas entregas ainda podem sofrer atrasos residuais enquanto o fluxo acumulado é processado. Em determinadas faixas de CEP, há ainda impactos separados ligados ao transporte aéreo, com vigência informada pelos Correios até 30 de setembro.
Os Correios ainda estão em greve hoje?
Não. A greve começou em 10 de setembro de 2026 e terminou após o julgamento do dissídio coletivo pelo TST em 24 de setembro. O retorno ao trabalho foi determinado para 25 de setembro de 2026. A paralisação foi considerada não abusiva pelo tribunal.
Por que os Correios entraram em greve?
A greve começou depois que as negociações da campanha salarial terminaram sem acordo. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde dos trabalhadores, aposentados e dependentes. A categoria também discute outros pontos do acordo coletivo e afirma buscar preservação de direitos e condições de trabalho.
A greve atingiu todo o Brasil?
A paralisação foi nacional, com adesão de sindicatos em diferentes estados. O impacto, porém, não foi igual em todo o país: variou conforme a adesão dos trabalhadores e a situação operacional de cada unidade. Por isso, a normalização também pode ocorrer em ritmos diferentes.
Quando as entregas devem normalizar?
O TST determinou o retorno ao trabalho a partir de 25 de setembro, mas não existe uma data única para que todo o fluxo acumulado seja normalizado no país. O tempo pode variar conforme o volume de objetos represados e a situação operacional de cada unidade.
Como o TST autorizou a compensação dos dias parados e os Correios já haviam realizado mutirões para reduzir o volume acumulado, a tendência é de redução gradual dos atrasos. Quem está esperando um objeto deve continuar acompanhando o rastreamento oficial dos Correios.
As agências dos Correios voltaram ao funcionamento normal?
Com o encerramento da greve, o atendimento foi retomado. Ainda assim, a capacidade operacional pode variar temporariamente de unidade para unidade durante a recomposição do fluxo acumulado. Se você precisa de atendimento presencial, vale consultar os canais oficiais antes de se deslocar.
Como fica o Sedex depois do fim da greve?
O Sedex segue funcionando. Com o fim da greve, o principal ponto de atenção deixa de ser a paralisação e passa a ser a recomposição do fluxo acumulado. Dependendo da origem, destino e unidade responsável pelo tratamento do objeto, ainda podem ocorrer atrasos residuais.
E o PAC, já voltou ao fluxo normal?
O PAC também segue funcionando. Eventuais atrasos neste momento podem estar ligados ao volume acumulado durante a greve ou a outras ocorrências operacionais específicas. Por isso, o rastreamento individual continua sendo a melhor referência para saber a situação de cada encomenda.
Minha encomenda está parada por causa da greve?
Não é possível atribuir todo atraso atual à greve. Parte das encomendas pode estar passando por atrasos residuais causados pelo volume acumulado durante a paralisação. Além disso, existe um fator separado: em comunicado de 16 de setembro, os Correios informaram impactos temporários no transporte aéreo para determinadas faixas de CEP, decorrentes da interrupção de operações aéreas determinada pela ANAC. Para algumas faixas, a vigência informada vai até 30 de setembro de 2026. Portanto, um atraso não deve ser atribuído automaticamente à greve. O caminho mais confiável é acompanhar o rastreamento oficial dos Correios.
Como sei se minha encomenda está parada?
Consulte o código de rastreio no site oficial dos Correios. Se o status não muda por muitos dias, isso pode indicar atraso operacional ou reflexo do volume acumulado após a greve — mas ainda não é motivo para presumir extravio.
Posso rastrear minha encomenda normalmente?
Sim. O sistema de rastreamento dos Correios continua disponível. Durante o período de normalização, alguns registros de movimentação podem demorar mais para aparecer, especialmente quando o objeto ainda está aguardando processamento em uma unidade com maior volume acumulado.
O rastreamento não atualiza — isso significa que a encomenda sumiu?
Não necessariamente. Mesmo depois do fim da greve, o rastreamento pode ficar “parado” por alguns dias enquanto o objeto aguarda processamento. Extravio é uma possibilidade, mas não deve ser presumido apenas porque o rastreamento ficou sem atualização.
Quanto tempo devo esperar antes de reclamar?
Não existe uma regra rígida, mas se a encomenda já está fora do prazo informado na compra e o rastreamento está parado há vários dias, já é razoável abrir uma reclamação para formalizar o problema e ter um protocolo em mãos.
Como faço reclamação nos Correios?
O canal oficial é o Fale Conosco dos Correios, informando o código de rastreio. Se não houver resposta satisfatória, o passo seguinte é acionar a Ouvidoria dos Correios.
Se a encomenda atrasar, tenho direito a reembolso?
Depende do caso. O Código de Defesa do Consumidor (art. 35) prevê que, diante do descumprimento da oferta pelo fornecedor, o consumidor pode escolher entre exigir o cumprimento forçado da obrigação, aceitar outro produto ou serviço equivalente, ou rescindir o contrato com devolução do valor pago. Isso vale para a relação entre você e a loja/vendedor — não é uma orientação jurídica individual, e cada situação pode ter particularidades que merecem atenção específica.
Comprei na Shopee e a entrega está pelos Correios. O que fazer?
Primeiro, confira o status pelo rastreamento dos Correios usando o código informado na plataforma. Se o prazo estourou, abra uma solicitação diretamente pelo canal de suporte da Shopee, informando o atraso — a responsabilidade pela entrega, nesses casos, é tratada entre a plataforma e o consumidor.
E se comprei no Mercado Livre ou na Amazon?
A lógica é a mesma: rastreie o objeto e, se o prazo prometido já passou, acione o suporte da própria plataforma relatando o atraso. Essas plataformas costumam ter políticas próprias de reembolso ou reenvio em casos de atraso na entrega.
Comprei na Shein e a encomenda está pelos Correios — o que muda?
O caminho é semelhante: acompanhe o rastreamento e, se o prazo estimado for ultrapassado, contate o suporte da Shein pelo aplicativo ou site. Compras internacionais já costumam ter prazos mais longos, então vale conferir qual era o prazo original combinado antes de considerar o pedido atrasado.
O que fazer se a loja ou vendedor não resolver o problema?
Se o contato direto com a loja não resolver, é possível registrar uma reclamação formal no consumidor.gov.br, plataforma oficial do governo para mediar conflitos entre consumidores e empresas. Guarde prints do pedido, do prazo prometido e das tentativas de contato — isso ajuda muito caso o caso precise avançar.
Cuidado com golpes envolvendo encomendas
Períodos de greve, normalização operacional e maior atraso nas entregas costumam ser aproveitados por golpistas. Fique atento a mensagens de SMS, WhatsApp ou e-mail dizendo que sua encomenda está retida e pedindo pagamento de uma taxa para liberá-la, ou pedindo que você clique em um link para “reagendar a entrega”. Os Correios não cobram taxas por link enviado por SMS ou WhatsApp para liberar encomendas. Na dúvida, não clique em links recebidos por mensagem — acesse diretamente o site oficial dos Correios e confira o rastreamento por lá. Se você já tinha caído nesse tipo de golpe antes com um Pix, o artigo Fiz um Pix para um golpista: como recuperar o dinheiro? explica os passos para tentar reaver o valor.
O que a Paula recomenda na prática
Na prática, antes de entrar em contato com a loja ou abrir uma reclamação, separe três informações: o código de rastreio, o prazo de entrega que foi prometido no momento da compra e a data em que o rastreamento parou de atualizar. Isso evita reclamações genéricas e torna o atendimento — seja da loja, seja dos Correios — mais rápido, porque quem for te atender já recebe o essencial de forma organizada.
Essa não é a primeira greve de um serviço essencial em 2026: a greve da Caixa Econômica Federal também afetou o atendimento de clientes recentemente. O ponto em comum é o mesmo: verificar informações oficiais antes de tomar decisões baseadas em rumores.
Este artigo continuará sendo atualizado caso os Correios divulguem informações relevantes sobre a normalização das entregas ou eventuais impactos residuais após o fim da greve.
Perguntas frequentes
A greve dos Correios já acabou?
Sim. O TST julgou o dissídio coletivo em 24 de setembro de 2026 e determinou o retorno ao trabalho a partir de 25 de setembro.
Por que ainda existem entregas atrasadas?
Porque o fim da greve não elimina imediatamente o volume acumulado durante a paralisação. Algumas unidades ainda podem precisar de tempo para processar e distribuir encomendas represadas.
PAC e Sedex estão funcionando?
Sim. Os serviços seguem funcionando. Eventuais atrasos atuais podem estar relacionados ao fluxo acumulado ou a ocorrências operacionais específicas.
Quando as entregas devem normalizar?
Não há uma data nacional única informada pelos Correios. A normalização depende do volume acumulado e da situação de cada unidade, por isso o rastreamento individual continua sendo a melhor referência.
Todo atraso agora é consequência da greve?
Não. Além dos efeitos residuais da paralisação, os Correios informaram impactos temporários no transporte aéreo para determinadas faixas de CEP. Por isso, cada objeto deve ser verificado pelo rastreamento oficial.
Nota editorial: este artigo foi revisado em 29 de setembro de 2026 com base em informações do Tribunal Superior do Trabalho e dos Correios. Os Correios mantêm até 30 de setembro, para determinadas faixas de CEP, o reconhecimento de impacto temporário no transporte aéreo decorrente da interrupção de operações determinada pela ANAC. Como a situação operacional pode variar por região e objeto, prazos e normalização devem ser confirmados nos canais oficiais.
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